A corrida faz mesmo mal às articulações? Mónica Jardim ajuda a desmontar um dos mitos mais persistentes.
Durante anos, a corrida carregou uma reputação pouco simpática: a de ser inimiga dos joelhos e responsável pelo desgaste precoce das articulações. Mas será realmente assim? Para Mónica Jardim, que corre há mais de uma década e meia, a resposta está longe de ser linear. O problema, defende, não é a corrida em si, mas a forma como é praticada e os cuidados que a acompanham.
«Se for praticada de forma muito intensa e sem os cuidados necessários, faz mal», explica, quando questionada sobre o impacto da corrida nas articulações. A palavra-chave, sublinha, é prevenção. E tudo começa antes mesmo do primeiro quilómetro: «Por isso é muito importante ter um bom calçado».
Para a apresentadora, escolher ténis de corrida não deve ser uma decisão baseada apenas na estética ou no conforto imediato. Quando começou a correr, procurou perceber exatamente como o seu corpo reagia ao impacto e que tipo de apoio precisava. «Há 16 anos, fiz o teste para perceber o meu tipo de passada». Mais do que um detalhe técnico reservado a atletas experientes, acredita que esta avaliação deveria fazer parte do processo natural de quem quer começar a correr ou melhorar a prática.
«Um bom calçado é tal e qual como os pneus de um carro: se estiverem carecas, a performance muda completamente», acrescenta, para adiantar que o cuidado com as articulações, na sua perspetiva, não termina no equipamento. «Além disso, é importante ter uma boa suplementação, nomeadamente em colagénio e outros elementos, para fortalecer as articulações», partilha.
«A alimentação atualmente já não é suficiente para fornecer todos os benefícios necessários, por isso é importante recorrer à suplementação. Os anos vão passando e temos de ir encontrando as respostas e as soluções essenciais, sobretudo para quem pratica atividade física».
Com conhecimento, preparação e respeito pelos limites do corpo, Mónica Jardim acredita que é possível transformar a corrida numa aliada da saúde e do bem-estar, e não numa ameaça às articulações.