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Alerta vermelho

Aprende a proteger a saúde do teu coração.

mulher em casa, sentada no sofá, visivelmente preocupada com pele vermelha

Em que consiste a doença coronária e de que forma compromete a qualidade de vida?

A doença coronária, muito frequente na idade adulta, é uma das principais causas de morte em Portugal. Caracteriza-se pela formação de placas de aterosclerose (sobretudo depósitos de gordura e cálcio) que se acumulam no interior das artérias que irrigam o coração. Este processo provoca um estreitamento dos vasos, dificultando a passagem de sangue para o músculo cardíaco.

Os sintomas mais comuns são dor ou desconforto no peito durante o esforço, cansaço ou dificuldade em fazer esforços. Em alguns casos, não causa sintomas.

Em caso de rutura desta placa, pode formar-se subitamente um trombo obstrutivo, ou seja, um coágulo que bloqueia a artéria, provocando um enfarte agudo do miocárdio, que se manifesta, habitualmente, como uma dor forte e súbita no peito.

Quais são os sinais de alerta que não devemos ignorar?

A dor precordial (angina de peito), muitas vezes descrita como um aperto, pressão ou ardor, deve ser avaliada, especialmente se surgir com o esforço físico.

Em caso de dor forte e persistente no peito, deve procurar assistência médica urgente, ou ligar 112, o número de emergência. Este tipo de dor pode ser sinal de enfarte agudo do miocárdio, que exige tratamento imediato para evitar consequências graves.

A doença coronária afeta as mulheres de maneira diferente?

Nas mulheres, os sintomas são frequentemente mais subtis e atípicos. Em vez de dor opressiva, podem surgir queixas como fadiga extrema ou falta de ar, por exemplo. Ainda assim, a doença coronária é também frequente nas mulheres, podendo afetar significativamente a qualidade de vida em ambos os géneros.

Quais são os principais fatores de risco?

Os principais fatores de risco incluem o tabagismo, a hipertensão arterial, dislipidemia (níveis elevados de colesterol, especialmente o LDL), diabetes mellitus, obesidade, alimentação desequilibrada, sedentarismo e a predisposição genética.

Excetuando a componente genética, todos os fatores mencionados podem, e devem, ser controlados, através de um estilo de vida saudável e vigilância médica regular, reduzindo o risco de desenvolver doença coronária.

É importante sublinhar que o controlo da pressão arterial e do colesterol não passa apenas por manter os valores normais, mas, sobretudo, por reduzir o risco de enfarte.

É, ainda, importante perceber que adotar um estilo de vida saudável inclui manter uma alimentação equilibrada, a prática regular de exercício físico e não fumar. A cessação tabágica é recomendada, mesmo que possa estar associada a aumento de peso, já que os benefícios para a saúde cardiovascular são incomparavelmente superiores.

Depois de um enfarte, é possível ter uma vida longa e ativa?

Sim, sem dúvida. Um evento cardíaco deve ser encarado como uma oportunidade para adotar hábitos mais saudáveis. Graças aos avanços na cardiologia de intervenção e aos novos fármacos, a recuperação é hoje mais eficaz e permite, em muitos casos, retomar uma vida ativa.

Lembra-te: a doença coronária pode ser prevenida. A vigilância regular da saúde e o acompanhamento médico são passos fundamentais para proteger o coração.