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Cancro da mama

Existem respostas cada vez mais eficazes.

Cancro da mama

O cancro da mama continua a ser o tumor maligno mais frequente na mulher e, apesar do impacto que o diagnóstico representa, a realidade mudou muito (para melhor) nas últimas décadas. Atualmente estão disponíveis métodos de rastreio mais precisos, tratamentos mais eficazes, personalizados e um conhecimento muito mais aprofundado sobre a doença. Ainda assim, a mensagem mais importante permanece a mesma: o diagnóstico precoce continua a fazer toda a diferença.

Em contexto de consulta, continuam a surgir as mesmas frases: «Eu não senti nada» ou «Achava que estava tudo bem comigo». De facto, o carcinoma da mama aparece e vai-se desenvolvendo sem dar sinais. Por isso, é muito importante detetar precocemente alterações antes de existirem sintomas, quando as possibilidades de tratamento são maiores.

Para mulheres sem fatores de risco conhecidos, a mamografia é o principal exame de deteção precoce e deve ser realizada de dois em dois anos entre os 45 e os 74 anos de idade. Em algumas situações, como uma história familiar significativa ou a presença de alterações genéticas hereditárias, pode ser necessário iniciar a vigilância mais cedo ou recorrer a outros exames, sempre de acordo com orientação médica.

O autoexame (apalpação realizada pela mulher) é muito importante, mas não substitui a mamografia. É essencial que cada mulher conheça o seu corpo e esteja atenta a alterações. O aparecimento de um nódulo, mudanças na pele ou no mamilo, corrimento pelo mamilo, vermelhidão persistente, alteração do tamanho ou da forma da mama justificam sempre avaliação médica.

É normal existirem dúvidas sobre o que pode aumentar o risco de desenvolver a doença: a idade e o sexo feminino continuam a ser os principais fatores. Quanto à genética, embora seja determinante em alguns casos, a grande maioria dos cancros da mama surge em mulheres sem história familiar. Também é sabido que a prática regular de atividade física, a manutenção de um peso saudável, a limitação do consumo de álcool e o facto de não fumar contribuem para reduzir o risco.

A forma como se trata o cancro da mama evoluiu muito. Atualmente, não existe um tratamento igual para todas as pessoas. A cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonoterapia, terapêuticas dirigidas e imunoterapia são combinadas de forma personalizada, de acordo com as características biológicas de cada tumor e as necessidades, condições e preferências de cada um. Uma medicina cada vez mais individualizada permite obter melhores resultados e menor impacto na qualidade de vida das pessoas.

Os tratamentos são uma etapa importante, mas não representam o fim do percurso. Há cada vez mais pessoas a viver muitos anos após um diagnóstico de cancro da mama. Neste contexto, a atenção ao bem-estar físico e emocional é fundamental. Sempre que possível, manter uma rotina saudável, praticar atividade física regular, cuidar do sono, adotar uma alimentação equilibrada e reservar tempo para atividades agradáveis podem facilitar o percurso. É igualmente importante reconhecer que o impacto emocional da doença pode prolongar-se para além dos tratamentos e que pedir apoio, quando necessário, é uma forma de cuidar da saúde.