A cetoacidose diabética dá origem a uma alteração do equilíbrio ácido-base no nosso organismo. Saiba mais!
Ocorre mais frequentemente na diabetes tipo I e, quando não tratada, pode ter consequências graves. Conheça os sinais e cuidados a ter.
A cetoacidose diabética dá origem a uma alteração do equilíbrio ácido-base no nosso organismo, um estado de hiperglicemia (níveis de açúcar elevados no sangue) e a formação de corpos cetónicos. Estes últimos são substâncias químicas que se acumulam na corrente sanguínea e reduzem o pH do sangue, tornando-o ácido. Essa acidez pode originar um desequilíbrio generalizado que, em situações de maior gravidade, pode mesmo levar à morte.
Esta complicação pode estar associada uma falha na terapêutica com insulina. Devido à inadequação do organismo em utilizar a glicose para produzir energia, esta começa a ser produzida através de outros processos dos quais resultam produtos secundários: os corpos cetónicos.
Os principais sinais, a que o doente deve estar a atento são:
Esta situação pode ser prevenida através da implementação de hábitos simples no dia a dia do doente, como beber muitos líquidos e consultar o médico em caso de desidratação e vómitos frequentes. Outro hábito que pode adotar para confirmar que a doença está controlada é a determinação periódica dos níveis de glicose no sangue. Sempre que obtenha uma medição da glicemia superior a 300 mg/dL é recomendada uma pesquisa de corpos cetónicos na urina.
O utente com diabetes pode contar com a sua farmácia no controlo da doença através do acesso a informação e aconselhamento sobre a correta utilização dos medicamentos, as complicações da doença, cuidados a ter e educação sobre a autovigilância. Um outro aspeto essencial deste aconselhamento é que o farmacêutico pode ajudar o seu doente no compromisso com um estilo de vida mais saudável, prevenindo assim esta complicação.