Saltar para o conteúdo principal
Ajuda icon-question-circle
Bem-vindo às Farmácias Portuguesas!
Para te podermos prestar o melhor serviço seleciona uma farmácia para aceder ao site. 
Carregando...
 

Cirurgia plástica após perda de peso

Conhece as respostas às dúvidas e aos mitos mais comuns.

mulher bem mais magra, depois de perder muito peso numas calças mais largas

A obesidade é uma doença crónica cujo tratamento é uma área de sucesso da medicina, mas está associado a alterações físicas importantes. A redistribuição da gordura corporal, a flacidez da pele e as mudanças da estética corporal podem ter impacto na autoestima e na vida diária de quem perde peso.

Para reverter estes impactos negativos, a cirurgia plástica é incluída no tratamento multidisciplinar da obesidade. Esta é uma área em constante evolução e é habitual surgirem mitos e dúvidas.

Um dos principais mitos é a ideia de que a cirurgia plástica não é recomendada após uma perda significativa de peso. Este ponto deve ser discutido caso a caso com a equipa clínica, pois, na sequência do tratamento bem-sucedido da obesidade e da otimização das comorbilidades, as pessoas podem ser candidatas a cirurgia plástica.

Também é comum pensar-se que só se pode realizar um procedimento de cada vez. Conciliar várias cirurgias de remodelação corporal em apenas uma ida ao bloco operatório é viável, em muitos casos, permitindo uma maior harmonia de resultados e um período de recuperação mais curto.

Outro mito tem a ver com a ideia de que, após a cirurgia, é necessário um longo tempo de recuperação. Apesar de cada pessoa ter a sua própria experiência pós-operatória, atualmente é possível retomar a atividade profissional e física ao fim de seis semanas, na maioria dos casos.

Existe ainda a perceção, errada, de que estas cirurgias são mais indicadas em mulheres, uma vez que os homens que sofreram perda massiva de peso são igualmente candidatos.

Estes procedimentos também levantam frequentemente outras dúvidas. Uma das mais recorrentes tem a ver com as áreas do corpo em que a cirurgia plástica pode intervir para corrigir a flacidez. A resposta é todas, mas as intervenções mais comuns são a abdominoplastia e a mamoplastia. Com a abdominoplastia, é possível retirar o excesso de pele e gordura do abdómen, além de fortalecer a musculatura abdominal, reconstruindo a silhueta e reduzindo os sintomas associados ao excesso de pele. Na mamoplastia, o objetivo é restabelecer a forma e o volume da mama, podendo recorrer-se a próteses mamárias.

Além destas, também as coxas e os braços são zonas operadas com frequência, com o intuito de melhorar a estética e a função, assim como o rosto, uma vez que os efeitos da perda de peso por vezes geram estigmas de envelhecimento precoce.

Outra dúvida comum é a possibilidade de ficar com cicatrizes após a cirurgia. Embora não possamos excluir essa hipótese, a aparência da cicatriz resultará do procedimento cirúrgico e das características intrínsecas de cada pessoa. Já o tamanho dependerá da flacidez e do excesso de pele existentes.

Por exemplo, em pessoas com pouca flacidez, o tratamento deverá passar por lipoaspiração, que requer pequenas incisões, inferiores a 1 cm. Já em pessoas com maior flacidez e excesso de pele, pode ser necessário realizar um lower body lift – procedimento que corrige o contorno da parte inferior do tronco e implica uma cicatriz circunferencial no abdómen e dorso. Nestes casos, procuramos que as cicatrizes fiquem em locais escondidos. Apesar de não desaparecerem, o seu aspeto tende a melhorar muito com o passar dos meses, e a taxa de satisfação associada a estes procedimentos é alta.