Sabia que, com a idade, a produção de colagénio diminui? A sua ingestão, sobretudo na forma hidrolisada e associada a outros compostos ativos, contribui para melhorar a aparência da pele.
O colagénio é uma proteína estrutural naturalmente presente no nosso organismo e no de outros seres vivos. Com origem numa palavra grega em que “kola” significa cola e “gen” significa produzir, o colagénio é, na verdade, uma das proteínas mais abundantes no corpo humano, funcionando como um importante alicerce de muitos tecidos, como os da pele, dos ossos, tendões e ligamentos.
O colagénio é o principal constituinte da pele e tem um papel muito importante em manter a sua estrutura, firmeza e elasticidade - características frequentemente vistas como sinónimas de beleza e jovialidade. Como todas as proteínas, o colagénio é composto por aminoácidos que, neste caso, se organizam em forma de hélice tripla para lhe conferir a rigidez e resistência necessárias à saúde da pele e dos demais tecidos de que faz parte.
Atualmente, conhece-se não um, mas 28 tipos de colagénio. O tipo I é o mais comum no corpo humano e é, também, aquele que predomina na pele, representando cerca de 85 a 90% do colagénio da pele.
O colagénio é produzido por células chamadas fibroblastos, que se encontram sobretudo na derme. A sua produção começa no útero, por volta da quinta semana de gestação e, até ao início da idade adulta, está constantemente a ser sintetizado, o que explica que a pele das crianças e adolescentes seja tão macia, firme e preenchida.
No entanto, com a idade, a produção de colagénio começa a diminuir a uma velocidade de cerca de 1% - 1,5% por ano, o que enfraquece a estrutura que dá suporte à pele. Este declínio, que se intensifica nos anos da menopausa e que pode ser agravado pelo tabagismo e pela exposição solar, é assim responsável pelo aparecimento dos sinais de envelhecimento da pele, tão bem conhecidos de todos:
A constante procura da população por alternativas que melhorem a textura da pele e lhe confiram um aspeto jovial tem contribuído para o aparecimento de estratégias que alegam rejuvenescer a pele, tais como cremes e peelings faciais, bioestimuladores e suplementos. Entre estas, os suplementos orais de colagénio têm ganho popularidade, ao longo dos últimos anos, por aparentarem relativa segurança, serem custo-efetivos quando comparados com outras opções e pela facilidade de os integrar na rotina diária.
Atualmente, existem várias apresentações de suplementos de colagénio no mercado, por exemplo em pó, comprimidos, cápsulas ou gomas, comercializadas sob a premissa de melhorarem a saúde da pele e, por vezes, também das unhas e do cabelo. Geralmente, são constituídos por péptidos de colagénio ou colagénio hidrolisado (formas mais pequenas de colagénio, que tendem a ser mais bem absorvidas pela corrente sanguínea) e podem estar associados a outros nutrientes de interesse na saúde das estruturas mencionadas, como por exemplo a vitamina C, a biotina e o zinco. O colagénio destes produtos pode ser obtido a partir de animais (como o colagénio bovino, porcino e marinho), de plantas ou de forma sintética, através da produção de proteínas recombinantes.
Alguns estudos têm demonstrado que a ingestão de colagénio, sobretudo na forma hidrolisada e associada a outros compostos ativos benéficos à saúde da pele, pode atingir os fibroblastos e estimular a produção de mais colagénio, contribuindo para melhorar a aparência da pele. Estas conclusões têm posicionando a suplementação oral com colagénio como uma potencial estratégia antienvelhecimento. No entanto, são necessários mais estudos para comprovar os benefícios desta intervenção.
Enquanto aguardamos que a ciência avance, eis algumas medidas para uma pele saudável e luminosa, de eficácia mais que comprovada:
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