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Contraceção de emergência

Compreende a pílula do dia seguinte.

mulher a tomar uma pilula de emergência, contraceção

Nem sempre as relações sexuais ocorrem como planeado: não é usada proteção, o método contracetivo pode falhar (o preservativo rompe ou desliza, a pílula regular é esquecida, o anel ou o selo não são bem colocados ou retirados) ou o uso dos métodos naturais revela-se falível. Nessas situações, é necessário recorrer à contraceção de emergência, vulgarmente conhecida como pílula do dia seguinte.

De acordo com o último estudo realizado em Portugal, no ano de 2022 foram vendidas cerca de 149 mil pílulas do dia seguinte, que não devem ser usadas como método contracetivo regular. Importa salientar que não é eficaz se já existir uma gravidez (porque não se trata de um método abortivo) e não substitui, de forma alguma, métodos contracetivos regulares, nem protege contra infeções sexualmente transmissíveis.

Pode ser tomada por qualquer mulher em idade fértil, incluindo adolescentes que se encontrem nestas situações. Saiba que não é necessária receita médica para ter acesso à pílula do dia seguinte nas farmácias, podendo aconselhar-se com o seu médico assistente, com a sua enfermeira de família e com o seu farmacêutico.

No nosso país estão disponíveis duas formas de contraceção de emergência: a pílula composta por levonorgestrel e a pílula de acetato de ulipristal, além do dispositivo intrauterino (DIU) de cobre (menos usado, por ser mais invasivo e necessitar de consulta de planeamento familiar). A escolha deverá ter em conta a eficácia e o tempo decorrido desde a relação sexual, que não deve ultrapassar as 72 ou 120 horas, dependendo do método escolhido.

Após a toma desta pílula, deve ser retomado logo no dia seguinte o uso do contracetivo regular (pílula, anel vaginal ou selo). É recomendado o uso de preservativo durante, pelo menos, sete dias após a toma, de forma a garantir maior proteção. No entanto, se a menstruação atrasar mais de cinco a sete dias, é recomendada a realização de um teste de gravidez.

Apesar de a contraceção de emergência ser considerada segura, pode causar efeitos secundários ligeiros, que duram poucos dias, como náuseas, vómitos ou diarreia, dores de cabeça, aumento da sensibilidade mamária, cansaço ou tonturas e alterações do ciclo menstrual. No caso de vómitos ou diarreia nas três horas após a ingestão da pílula do dia seguinte, deve ser imediatamente tomado um novo comprimido, uma vez que o efeito do primeiro pode estar comprometido.

O uso ocasional não põe em causa a fertilidade no futuro nem causa complicações na gravidez, caso esta já esteja a decorrer. Pode ser usada mais do que uma vez, sempre que se repita uma nova situação de risco. Contudo, o uso repetido não é recomendado como método habitual, dada a menor eficácia em comparação com a contraceção regular e o impacto na desregulação do ciclo menstrual. Viva a sua saúde sexual e reprodutiva de forma consciente, responsável e segura.