Descobre o que são e os principais sintomas que provocam. O contágio destas doenças é rápido, sobretudo em creches e escolas.
As doenças exantemáticas são aquelas em que surgem manchas ou erupções na pele, chamadas exantemas. São muito comuns na infância e, na maioria dos casos, têm evolução benigna. Ainda assim, exigem atenção para que a criança receba os cuidados adequados por forma a prevenir complicações.
Entre as doenças exantemáticas mais conhecidas estão o sarampo, a rubéola, a escarlatina, a roséola, a varicela e o eritema infecioso. Apesar de todas se manifestarem por erupções cutâneas avermelhadas, que aparecem primeiro no rosto ou no tronco e se espalham rapidamente para o resto do corpo, cada uma apresenta sinais característicos.
No sarampo, as manchas surgem acompanhadas de febre alta, prostração, tosse, corrimento nasal e olhos vermelhos. Já a rubéola origina um exantema mais discreto, habitualmente associado ao aumento dos gânglios do pescoço. A escarlatina, causada pela bactéria estreptococo, manifesta-se com febre, dor de garganta e pele de textura áspera. Na roséola, a febre alta mantém-se durante alguns dias e, quando cede, dá lugar a manchas no corpo. A varicela começa com manchas que provocam muita comichão, evoluindo para bolhas com líquido e, por fim, formam-se crostas. No eritema infecioso, as bochechas ficam avermelhadas e, no corpo, surge uma erupção em padrão rendilhado.
O contágio destas doenças é rápido, sobretudo em creches e escolas, já que se transmite por gotículas de saliva expelidas ao tossir, espirrar ou falar, mas também através do contacto direto com secreções ou lesões da pele.
Na maioria das vezes, o tratamento é simples e passa apenas por repouso, boa hidratação, controlo da febre e cuidados com a pele para prevenir infeções secundárias. A exceção é a escarlatina, que, por ser causada por uma bactéria, necessita de antibiótico.
Apesar de, habitualmente, estas doenças terem uma evolução favorável, os pais e cuidadores devem estar atentos aos sinais de alerta que justificam avaliação médica no imediato, tais como: febre que não cede aos medicamentos antipiréticos (que servem para baixar a febre), prostração e sonolência excessiva, dificuldade em respirar, recusa alimentar, vómitos persistentes, convulsões ou manchas que não desaparecem quando se pressiona a pele.
No que respeita à prevenção das doenças exantemáticas, a vacinação é a principal forma de a alcançar, em especial em relação ao sarampo e à rubéola. Manter a vacinação atualizada protege não apenas a criança, mas também a comunidade, por reduzir a circulação desses vírus.
Em resumo, as doenças exantemáticas estão muito presentes na vida das crianças, por isso a informação, a vigilância e a prevenção são essenciais. Com acompanhamento adequado, os sintomas costumam ser passageiros e a recuperação é completa, o que proporciona tranquilidade aos pais e saúde aos filhos.