A saúde também é influenciada pelo ambiente interior e pelos materiais usados na construção. Já pensou que é dentro dos edifícios que passamos 90% do nosso tempo de vida?
Salvo algumas exceções, só de noite, passamos 50% desse tempo, a descansar. E o resto do dia estaremos a trabalhar, provavelmente, dentro de um edifício.
Se é verdade que os edifícios são indispensáveis à vida, é igualmente verdade que são responsáveis por algumas doenças bem conhecidas do quotidiano.
Está cientificamente provado que a má qualidade do ar interior pode ser responsável por patologias do foro respiratório, doenças mentais, dores de cabeça, náuseas, fadiga, baixa produtividade, ou, até, o tão famigerado cancro... Mas não só. Também o conforto térmico e a iluminação, por exemplo, desempenham um papel fundamental na classificação de edifícios saudáveis.
Como em quase tudo, cada um de nós pode tomar medidas para que os edifícios sejam mais saudáveis.
Para tirar partido do sol e do vento para obter conforto térmico, deveremos, no inverno e quando há sol, deixar que este penetre no interior através do vidro das janelas, forma mais natural de aquecer o espaço interior.
Já na estação quente deve abrir-se as janelas em fachadas opostas, para permitir a ventilação natural.
Maximizar a luz do dia e selecionar aparelhos de iluminação de alta qualidade são algumas medidas para uma iluminação inócua.
A baixa qualidade do ar é, geralmente, causada pela falta de ventilação, poluição externa, contaminantes biológicos, mas principalmente por contaminantes químicos de fontes internas, ou seja, pelos materiais de construção utilizados.