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Exercício físico

Descubra a importância de se mexer em todas as fases da vida.

mulher num estúdio a fazer exercicio fisico com luz natural

O exercício físico é importante em todas as fases da vida?

Sim, o corpo humano foi feito para se mexer. O movimento fortalece os músculos e os ossos, melhora o funcionamento do coração, dos pulmões e do cérebro, regula as hormonas, o metabolismo e o sistema imunitário. Além disso, influencia diretamente o bem-estar emocional e a saúde mental.

Os benefícios são idênticos em todas as idades?

Os benefícios existem sempre, mas mudam consoante a fase em que as pessoas se encontram. Por exemplo, durante a infância e a adolescência, o exercício é essencial para o crescimento. Contribui para o desenvolvimento saudável dos ossos e músculos; previne a obesidade; melhora a coordenação, o equilíbrio e a postura; ajuda na socialização e tem um papel importante na construção da autoestima. Além disso, promove a criação de hábitos saudáveis para toda a vida.

Na fase adulta, a atividade física contribui para a manutenção da força, resistência e mobilidade, e para o controlo do peso corporal; reduz o risco de doenças cardíacas e previne doenças crónicas, como a hipertensão. Ao nível da saúde mental, os benefícios são igualmente importantes: reduz o stresse, a ansiedade e o risco de depressão, e melhora a imagem corporal e a autoestima. A evidência científica demonstra que quem se exercita tende a precisar de menos medicação, a recuperar melhor de doenças e a envelhecer com mais saúde.

Pessoas com idade mais avançada devem continuar a exercitar-se?

Sim, nessa fase o exercício é fundamental para a manutenção da componente funcional, promovendo a qualidade de vida e autonomia. A prática regular ajuda a melhorar a flexibilidade e a amplitude de movimentos das articulações, reduz o risco de quedas, e promove a melhoria da memória, da qualidade do sono e da função cognitiva. O treino de força é essencial para combater a perda de massa muscular e densidade óssea. Participar em aulas de grupo, por outro lado, é uma forma de lutar contra a solidão e o isolamento.

Como é que o exercício ajuda a manter a autonomia e a qualidade de vida ao envelhecer?

Se não fizermos nada, à medida que a idade avança perdemos força, massa muscular e equilíbrio, de forma natural. O exercício físico ajuda a manter a capacidade de andar e subir escadas, e reduz o risco de quedas e fraturas. Quem pratica exercício de forma regular mantém a confiança no próprio corpo, o que contribui para preservar a independência nas atividades diárias, e prolongar a vida ativa e social. Não se trata de deixar de envelhecer, mas sim de envelhecer melhor.

Quais os mitos mais comuns quando se fala de exercício físico e envelhecimento?

Há a ideia, por exemplo, de que o exercício faz mal às articulações, o que não é verdade. Pelo contrário, quando bem orientado, ajuda a protegê-las. Há também quem pense que é demasiado velho para começar. Respondo sempre que nunca é tarde e que quem nunca praticou precisa ainda mais de o fazer. É claro que a atividade deve ser adaptada às necessidades individuais e acompanhada por um profissional. Outro mito é o de que a dor é normal durante o exercício, a partir de certa idade. A dor nunca é normal e não deve ser ignorada. É importante “ouvir” o corpo e ajustar a intensidade do treino. Também vale a pena sublinhar que caminhar é ótimo, mas não é suficiente. Os treinos de força, equilíbrio e mobilidade são essenciais.