Sabe em que consiste e se pode ser uma boa opção para ti.
O jejum intermitente consiste num padrão alimentar que alterna períodos de ingestão de alimentos com intervalos sem comer. Contrariamente às dietas tradicionais, este não define necessariamente quais os alimentos a consumir, mas sim quando os consumir. O modelo mais comum é o 16:8 (16 horas de jejum e 8 horas de alimentação).
A prática de jejum intermitente resulta frequentemente do desejo de gestão do peso corporal, sobretudo quando esta estratégia leva a uma redução da ingestão calórica diária. Alguns estudos científicos referem ainda melhorias em parâmetros metabólicos, como a sensibilidade à insulina, os níveis de glicemia e os triglicéridos. Pode também facilitar a organização das refeições e reduzir o consumo de alimentos de forma impulsiva, impactando também a saúde emocional.
Apesar da sua popularidade, o jejum intermitente pode apresentar alguns riscos, especialmente quando realizado sem a orientação de um profissional especializado, neste caso, de um nutricionista. Entre os efeitos mais comuns destacam-se a fadiga, irritabilidade, cefaleias (dores de cabeça), dificuldade de concentração e maior probabilidade de episódios de compulsão alimentar. Se for mal planeado, pode ainda comprometer a ingestão adequada de nutrientes ou conduzir a uma perda indesejada de massa muscular.
De forma geral, o jejum intermitente pode ser realizado por adultos saudáveis, em especial com excesso de peso ou perante um quadro clínico de obesidade, desde que integrado num plano alimentar equilibrado. Deve ser acompanhado por um profissional de saúde, de modo a garantir que as necessidades nutricionais essenciais são asseguradas.
Crianças e adolescentes, mulheres grávidas ou a amamentar e pessoas com histórico de perturbações do comportamento alimentar devem evitar esta prática ou realizá-la apenas sob supervisão clínica.
Nos últimos anos, o jejum intermitente tem ganho popularidade em Portugal, impulsionado pelas redes sociais, por figuras públicas e pela divulgação de estudos científicos sobre metabolismo e longevidade, que suportam esta abordagem. Apesar da sua popularidade crescente, a evidência científica sugere que os seus benefícios são semelhantes aos obtidos com outras estratégias alimentares baseadas em restrição calórica equilibrada e hábitos de vida saudáveis, pelo que cada caso deve ser avaliado tendo em consideração as especificidades e objetivos de cada pessoa.