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Tosse convulsa em bebés

Sabe como dar resposta a uma doença que pode condicionar os meses iniciais de vida.

bebé deitado no seu berço a dormir em paz sem tosse e sem problemas, calmo

Nos primeiros meses de vida, o sistema imunitário dos bebés é imaturo, o que os torna mais vulneráveis a infeções. As suas defesas frágeis, conjugadas com as vias aéreas naturalmente mais estreitas e ainda em desenvolvimento, aumentam sobretudo o risco de doenças respiratórias, algumas das quais potencialmente graves, como a tosse convulsa.

A tosse convulsa é uma infeção provocada pela bactéria Bordetella pertussis, que afeta a traqueia e os brônquios. É altamente contagiosa e transmite-se de pessoa para pessoa através das gotículas de saliva expelidas pela tosse e pelos espirros, ou pelo contacto com as secreções da pessoa doente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, por ano registam-se cerca de 20 a 40 milhões de casos de tosse convulsa em todo o mundo, de que resultam 200 mil a 300 mil mortes. A faixa etária mais afetada é a dos bebés com menos de seis meses. Em Portugal, o número de casos tem vindo a aumentar, tal como no resto da Europa.

A fase inicial da doença, chamada fase catarral, dura entre uma e duas semanas, e caracteriza-se por congestão, corrimento nasal, espirros, tosse seca e febre baixa. Segue-se um período de duas a seis semanas, em que há agravamento da tosse, com surtos intensos e repetidos que terminam com um guincho inspiratório e vómito. Estes surtos acontecem particularmente durante a noite, e agravam-se com o choro e a deglutição de alimentos. Em casos mais graves, podem ser acompanhados de sinais como pele e lábios com coloração azulada, cansaço e dificuldade em comer.

No período final da doença, a intensidade e a frequência dos surtos de tosse vão diminuindo progressivamente, assim como o ruído inspiratório e os vómitos. Esta fase de convalescença pode durar algumas semanas ou prolongar-se por vários meses.

Os bebés até aos seis meses de idade são particularmente vulneráveis a formas graves e atípicas da tosse convulsa, pelo que é fundamental que os pais e familiares conheçam e se mantenham atentos aos sinais de alerta, e que procurem ajuda médica, em caso de dúvidas. Nesta faixa etária, a fase inicial pode ser mais curta ou inexistente, e a doença pode não provocar tosse, nem guincho inspiratório, manifestando-se por cansaço, dificuldade respiratória, e/ou respiração mais lenta, irregular ou com paragens súbitas (apneias). Complicações como desnutrição, desidratação e diminuição da oxigenação cerebral podem deixar sequelas graves e, em última instância, provocar a morte do bebé.

O diagnóstico de tosse convulsa requer a realização de análises específicas, e o tratamento pode incluir antibiótico e medidas de suporte, como hidratação, nutrição e ventilação, consoante a gravidade de cada situação.

A par da vigilância regular da saúde, a vacinação específica constitui a arma mais poderosa para prevenir esta doença. Antes de completar o esquema vacinal, por volta dos 18 meses de idade, o bebé é mais suscetível e a vacinação dos coabitantes é fundamental para conferir-lhe proteção indireta contra a tosse convulsa. Em Portugal, a vacina é gratuita e universal, e a sua administração às grávidas promove a passagem de anticorpos da mãe para o bebé, conferindo proteção acrescida nos primeiros meses de vida.

Também o cumprimento das regras de etiqueta respiratória é um complemento indispensável para evitar o contágio e a propagação da doença.