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Viver mais e melhor

Descobre como é possível tratar a obesidade, recuperar energia e qualidade de vida.

pessoa acima do peso ideal, obesa, a pesar-se com uma balança analógica em casa

A obesidade é uma doença crónica com impacto direto na longevidade e qualidade de vida. A cirurgia permite perda de peso efetiva e duradoura, prolonga a esperança de vida dos doentes e garante um quotidiano com mais saúde e autonomia.

De que forma pode a obesidade reduzir a qualidade de vida?

O excesso de peso aumenta a sobrecarga nas articulações, provoca dores e dificulta tarefas simples como caminhar, subir escadas e brincar com os filhos. Fadiga constante, falta de ar e sono de fraca qualidade, incluindo apneia do sono, são alguns dos efeitos associados à obesidade. O impacto na saúde mental também é grande: aumenta o risco de depressão, e origina inibição social e medo constante de ser julgado.

A obesidade acelera o envelhecimento do corpo?

O excesso de gordura corporal funciona como um acelerador do envelhecimento biológico, através da inflamação persistente que danifica os vasos sanguíneos, o coração, o fígado e o cérebro. Muitas destas alterações são reversíveis, mediante a perda efetiva de peso. Vários doentes voltam a andar normalmente, deixam de ter necessidade de suporte para a respiração, e revertem a neuropatia diabética ou a esteatose, condição conhecida como “fígado gordo”.

De que forma a perda de peso impacta a longevidade?

Estudos recentes têm demonstrado que a obesidade grave pode reduzir a esperança média de vida entre oito a dez anos. A redução de peso duradoura representa anos de vida recuperados. A perda de apenas 10% do peso total, com medicamentos ou tratamentos minimamente invasivos realizados por endoscopia, é suficiente para reduzir algumas comorbilidades (mais do que uma doença), melhorando a qualidade de vida da pessoa.

A diabetes, uma das doenças associadas à obesidade, contribui para a diminuição da esperança de vida?

Sim, a diabetes tipo 2, frequentemente causada pela obesidade, é uma das principais responsáveis pela redução da expetativa de vida. Uma pessoa diagnosticada com diabetes tipo 2 aos 40 anos pode perder, em média, seis a dez anos de vida.

De que forma a cirurgia pode representar uma resposta também para a diabetes?

As cirurgias metabólicas atuais, nas quais se inclui a cirurgia bariátrica, permitem a mais de 90% dos doentes com diabetes alcançar a remissão da doença, prolongando a expetativa de vida. Falamos de remissão quando os medicamentos deixam de ser necessários para controlar a doença. O tratamento e acompanhamento das pessoas que vivem com obesidade beneficia, cada vez mais, de uma abordagem integrada e multidisciplinar. O foco das equipas clínicas especializadas passa por desenhar um plano à medida de cada doente, que pode contemplar desde novas estratégias médicas a opções cirúrgicas, com o objetivo central de promover a perda de peso sustentada e a melhoria da qualidade de vida.

O tratamento da obesidade, nomeadamente cirúrgico, pode prevenir o surgimento de doenças crónicas?

A cirurgia bariátrica está associada à redução significativa da mortalidade geral – entre 30% e 40% – e à diminuição do risco de morte por doenças cardiovasculares, diabetes e cancro. Muitos doentes com obesidade revelam ter medo da cirurgia, mas esse receio é relativizado quando percebem que correm riscos muito maiores se não fizerem nada. Na obesidade grave, a cirurgia é uma das abordagens mais eficazes para alcançar perda de peso significativa e sustentada, contribuindo para o controlo das doenças associadas.

Investir no tratamento da obesidade é investir na longevidade e, acima de tudo, na qualidade de vida.