AVC, enfarte e trombose – Conheça as diferenças!
As doenças cardiovasculares, isto é, que afetam o sistema circulatório (constituído pelo coração e pelos vasos sanguíneos), continuam a ser uma das principais causas de morte em Portugal. Ainda assim, a taxa de mortalidade por doenças deste grupo tem vindo a diminuir no nosso país: a sua prevenção é possível e passa, em grande parte, pela adoção de um estilo de vida saudável, com visitas regulares ao médico.

 

Existem alguns conceitos frequentemente confundidos, por estarem todos relacionados com o bloqueio de vasos sanguíneos, que importa distinguir:

Acidente vascular cerebral (AVC)

O AVC corresponde à morte de células cerebrais por diminuição ou paragem do fluxo de sangue que transporta os nutrientes e oxigénio necessários para o correto funcionamento das mesmas. Ocorre após o bloqueio ou rotura de um vaso sanguíneo no cérebro.

O AVC ocorre de forma repentina, logo, os seus efeitos no corpo são imediatos. O cérebro é responsável por várias funções corporais e, por isso, as manifestações de um AVC variam de acordo com a área afetada, podendo incluir, por exemplo, dificuldade de mobilidade ou na comunicação.

Enfarte do miocárdio

O enfarte do miocárdio, frequentemente referido como “ataque cardíaco”, corresponde ao bloqueio de uma ou mais artérias que irrigam o coração, impedindo-o de receber oxigénio e nutrientes, com morte das células da área afetada.

Pode manifestar-se de diversas formas, sendo as mais frequentes: dor e sensação de peso ou pressão no centro do peito.

Trombose

A trombose corresponde à formação de um coágulo de sangue (chamado trombo) no interior de um vaso sanguíneo, com paragem da circulação do sangue nesse ponto. Acontece frequentemente ao nível dos membros inferiores (pernas), mas pode ocorrer noutros pontos do corpo, incluindo no cérebro (podendo originar o já descrito AVC) e no coração (podendo originar um enfarte cardíaco).

Apesar das diferenças entre eles, o AVC, o enfarte e a trombose têm em comum o facto de precisarem sempre de intervenção médica. É importante compreendê-los bem, saber o que os distingue e como agir perante cada um deles, sem nunca esquecer que a melhor forma de esclarecer dúvidas e receios é o diálogo com o médico ou farmacêutico.