Cefaleia – uma verdadeira dor de cabeça!
Quase toda a gente já teve dores de cabeça (cefaleias), mas a verdade é que elas não são todas iguais – se muitas se resolvem por si e, por isso, não pedem grande atenção, outras podem ser manifestações de questões de saúde que deve vigiar.

 

O primeiro passo para esta distinção é compreender que as cefaleias se dividem, em primeiro lugar, em dois grandes grupos – primárias e secundárias:

  • Cefaleias primárias – não advêm de outra doença. Dentro deste grupo, inserem-se, por exemplo:

Cefaleias de tensão – são as dores de cabeça primárias mais comuns, de duração e intensidade variáveis. Começam, muitas vezes, na adolescência, sendo mais frequentes em raparigas do que em rapazes. Caracterizam-se por uma dor constante, frequentemente associada a episódios de stress, que afeta ambos os lados da cabeça, exercendo pressão, tal como se se usasse um chapéu demasiado apertado;

Enxaquecas também afetam mais as mulheres do que os homens, em parte, por fatores hormonais, e são mais frequentes entre os 35 e os 45 anos. Caracterizam-se por uma dor moderada a intensa, quase sempre, num único lado da cabeça, e muitas vezes, associada a náuseas;

Cefaleias em salvas – são as mais raras, afetando apenas 1 em cada 1000 adultos, sobretudo, homens e principalmente, com mais de 20 anos de idade. A dor tende a ser intensa, sentida em redor de um dos olhos, e pode fazer-se acompanhar de outros sintomas, como lacrimejo e congestão nasal (nariz entupido).

Algumas cefaleias primárias podem ser despoletadas por estímulos que poderá evitar, como:

  • Ingestão de bebidas alcoólicas, como o vinho;
  • Alterações no sono;
  • Má postura corporal;
  • Stress
  • Cefaleias secundárias – estão associadas a outras afeções, como a sinusite por exemplo. Podem surgir também na sequência de um uso indevido dos medicamentos (cefaleia por abuso medicamentoso). É por este motivo que o aconselhamento farmacêutico é tão importante – não hesite em expor as suas dúvidas na farmácia e siga sempre rigorosamente os conselhos que lá lhe forem transmitidos.

Adicionalmente, procure um médico se a sua dor de cabeça for muito forte ou frequente e, principalmente, se se fizer acompanhar de:

  • Febre alta;
  • Fraqueza ou paralisia;
  • Rigidez do pescoço;
  • Dificuldades em ver, falar ou andar;
  • Náuseas ou vómitos.