Dor – será mesmo necessária?
“É psicológica” – este é um comentário que, às vezes, se ouve quando se fala de dor. Mas será mesmo verdade?

 

Sim e… não. A dor é um fenómeno complexo, que envolve uma lesão concreta, mas, também, por vezes, a forma como a mente reage à mesma.

Isto significa que a forma como nos sentimos pode, de facto, em algumas situações, influenciar a perceção que temos da dor. Assim, quando está ansioso e/ou triste, por exemplo, é possível que sinta a dor de um modo mais intenso do que quando está alegre e com uma atitude otimista. Mas nem sempre é fácil gerir estes sentimentos, particularmente quando se tem dificuldade em identificar a causa da dor ou quando esta é persistente. Com base na duração da dor, esta pode classificar-se em:

  • Aguda (por norma, repentina e de curta duração);
  • Crónica (em regra, persistente, por 3 meses ou mais).

A dor aguda é, muitas vezes, uma amiga: sinaliza que algo está errado. Por exemplo, ao partir uma perna, a dor, além de o incentivar a procurar auxílio, motiva-o, posteriormente, a repousar, dando oportunidade ao organismo de recuperar.

Já a dor crónica, que se estima que afete 1 em cada 5 pessoas, nem sempre cumpre o mesmo pressuposto – num determinado momento, a dor deixa de ser “útil”, porque o organismo já reconheceu que existe um problema. Neste ponto, a dor torna-se desnecessária e, por vezes, extremamente incomodativa. Mesmo nestes casos, e independentemente do que causa a dor, é importante manter-se otimista, lembrando que existem medidas que podem fazer a diferença:

  1. Planeie o seu dia – deste modo, garante que existe algo na sua mente que se sobrepõe à preocupação da dor;
  2. Respeite o seu próprio ritmo – em caso de dor, não faça esforços desnecessários. Pare antes que esta piore, retomando as suas atividades quando se sentir mais aliviado;
  3. Tente relaxar – identifique estímulos que o possam deixar ansioso. Por exemplo, se sente que, de manhã, ao arranjar-se, costuma estar muito nervoso, experimente começar a preparar o dia na noite anterior;
  4. Converse – com familiares, amigos e, se necessário, com um profissional de saúde. Este poderá ajudá-lo a identificar a causa da sua dor e aconselhar-lhe medicamentos que o ajudem a geri-la;
  5. Distraia-se – invista em atividades que lhe dão prazer, como estar com um amigo ou ler um livro.