Dores que barriga
Provavelmente já todos, em alguma fase da vida, sentimos dores de barriga. Para tal, poderão ter contribuído causas menos preocupantes, como o stress de uma apresentação na escola/trabalho, ou, por outro lado, causas que exigiram outros cuidados, como uma intoxicação alimentar.

 

Mas o que é mesmo, uma dor de barriga?

O abdómen (barriga) aloja vários órgãos: estômago, intestino, fígado e pâncreas são apenas alguns exemplos. Além de serem muitos, estes órgãos estão “longe da vista”, pelo que, qualquer dor com origem nos mesmos pode ser um processo difícil de interpretar e ainda mais complicado de gerir. Esta dor terá origem no estômago ou intestino? Bexiga ou útero? Estas são algumas de muitas questões, por vezes, difíceis de responder. E, sem respostas, nem sempre é fácil travar a dor.

De qualquer modo, independentemente da origem da dor, se esta for ligeira e tiver começado há poucas horas, experimente:

  • Deitar-se e tentar descansar até a dor passar;
  • Ingerir líquidos, como água – evite ingerir alimentos sólidos enquanto a dor persistir;
  • Colocar um saco de água morna em cima da barriga, ou tomar um banho de água morna.

Poderá ainda tomar medicamentos para aliviar a dor, mediante a recomendação de um profissional de saúde. O aconselhamento farmacêutico é particularmente importante em caso de desconforto abdominal, uma vez que alguns medicamentos tendem a ser agressivos para o estômago, podendo, desse modo agravar a dor que está a sentir.

Por norma, a dor abdominal é passageira e não representa um problema grave, sendo estas medidas, muitas vezes, suficientes para a conseguir geri-la com sucesso. No entanto, deverá procurar um médico se esta dor:

  • For muito forte (por exemplo, se o impedir de andar ou se o forçar a permanecer inclinado para a frente);
  • Não passar ou piorar com o passar do tempo;
  • Se tornar mais forte num local específico;
  • Se fizer acompanhar de:

– Febre superior a 39ºC;

– Vómitos persistentes;

– Diarreia persistente;

– Perda de peso, sem motivo aparente;

– Cansaço extremo, sem motivo aparente;

– Desmaios;

– Inchaço/barriga mais distendida que o normal;

– Ausência de idas à casa de banho por mais de 3 dias;

– Fezes muito escuras;

– Sangue nas fezes, no vómito, na urina ou na vagina (que não seja, claramente, sangue menstrual);

– Corrimento vaginal anormal;

– Dificuldade em urinar;

– Dor no peito.