Legionella – Qual o risco real?
Em 2014 ocorreu, em Portugal, um dos maiores surtos de Legionella. Em 2017 repetiu-se um surto que trouxe, de novo, este assunto para a ordem do dia. Hoje, voltamos a ouvir falar do assunto. Mas afinal o que é a Legionella e qual o risco que representa para a saúde pública?

 

A Legionella é uma bactéria que pode causar a chamada doença dos Legionários. Esta doença (que tem este nome por o primeiro surto identificado ter ocorrido numa convenção da American Legion em 1976) é uma pneumonia cujos sintomas iniciais se manifestam 2 a 10 dias após o contágio.

As suas principais manifestações são: febre alta, dor de cabeça, tosse seca, falta de ar, diarreia, vómitos e dores musculares. Como já deve ter percebido, estes sintomas podem estar presentes noutras doenças e como tal, para o diagnóstico, é essencial uma confirmação laboratorial. Quando confirmada, e para evitar complicações, esta pneumonia requer, por norma, internamento e é tratada com antibióticos.

Os doentes que apresentam maior risco de infeção são pessoas com mais de 50 anos, com doenças crónicas (diabetes, DPOC – Doença pulmonar obstrutiva crónica, entre outras), fumadores ou alcoólicos.

 

Mas afinal como nos podemos proteger?

Esta doença é transmitida apenas pela inalação de partículas contaminadas, disseminadas através de sistemas contaminados com a bactéria como por exemplo sistemas de ar condicionado, chuveiros, instalações térmicas, entre outros. Isto significa que a doença não é transmitida pela ingestão de água, nem entre pessoas.

Para controlar os surtos da doença dos Legionários é essencial identificar a fonte, não sendo possível tomar muitas medidas de autoprevenção. Mas não se alarme! No caso atual, a Direção Geral da Saúde, já tomou as medidas que se preveem ser suficientes para o controlo do atual surto.