Segundo a Associação Nacional de Fibrose Quística, estima-se que a nível mundial existam 75 000 pessoas com fibrose quística e que em Portugal nasçam por ano 30 a 40 crianças com a doença. A doença afeta, maioritariamente, as glândulas que produzem o muco respiratório, o suor e os sucos digestivos. Em situações normais, estas secreções são fluídas e lubrificantes. Em pessoas com fibrose quística, tornam-se espessas e pegajosas. Assim, em vez de atuar como lubrificante, o muco acumula-se nos órgãos:
- dificultando a saída do ar, nos pulmões e favorecendo o desenvolvimento de infeções respiratórias, lesões pulmonares e, em último caso, falência respiratória.
- diminuindo a quantidade de enzimas digestivas libertadas pelo pâncreas, causando uma digestão deficiente dos alimentos. Isto pode causar dificuldade em ganhar peso e malnutrição.
- afetando as glândulas que produzem o suor. Nestes doentes, o suor tem mais sal que o normal, aumentando o risco de desidratação.
Os sintomas mais comuns da fibrose quística são:
– suor mais salgado que o habitual (este é um dos sinais mais clássicos da fibrose quística);
– tosse persistente acompanhada de muco (expetoração);
– infeções respiratórias frequentes (pneumonia e bronquite);
– falta de ar e pieira;
– dificuldades de crescimento e em ganhar peso;
– fezes abundantes, gordurosas e com um cheiro fétido.
O diagnóstico da fibrose quística é complexo e normalmente feito com recurso a testes genéticos e pela prova do suor (na qual se mede a quantidade de sal no suor). Nesta doença, o tipo e intensidade dos sintomas pode variar de pessoa para pessoa, pelo que, o tratamento, deve ser adaptado às necessidades individuais.
No entanto, além de tratamentos específicos, um estilo de vida saudável pode contribuir para uma melhor qualidade de vida das pessoas com a doença.
