Sabe o que é a colite ulcerosa?
A colite ulcerosa é uma doença crónica (prolongada no tempo) que afeta cerca de 15.000 portugueses.

 

Trata-se de uma doença inflamatória que afeta a camada que reveste a parte interior do intestino grosso, podendo atingir uma extensão variável do mesmo, desde apenas alguns centímetros do reto até à totalidade do cólon (parte do intestino grosso).

Esta camada (mucosa) fica inflamada e apresenta pequenas feridas (úlceras) na superfície que podem sangrar. A mucosa inflamada pode produzir dor e uma quantidade excessiva de secreção, que pode conter pus e sangue.

A causa exata para o desenvolvimento desta doença ainda é desconhecida, mas pensa-se que pode ser devido a uma resposta exagerada do sistema imunitário, provavelmente desencadeada por um vírus ou uma bactéria.

Fatores de risco:

  • Idade: esta doença pode-se desenvolver em qualquer idade, mas geralmente ocorre entre os 15 e os 30 anos;
  • História familiar: existe um aumento do risco de desenvolvimento da colite ulcerosa em familiares de indivíduos com a doença.

Alguns medicamentos como anti-inflamatórios não esteroides (como por exemplo o ibuprofeno), antibióticos e contracetivos orais podem aumentar ligeiramente a probabilidade de desenvolver colite ulcerosa, assim como uma dieta rica em gordura. O stress pode também agravar os sintomas da doença, que podem variar de acordo com a gravidade e com a quantidade de cólon afetado.

Os sintomas mais frequentes são:

  • Diarreia com sangue ou pus;
  • Dor abdominal do tipo cólica;
  • Desejo urgente de evacuar.

Nos casos mais graves pode ainda ocorrer cansaço, náuseas ou perda de apetite, perda de peso, febre e anemia. Os sintomas mais raros são dor nas articulações, irritação dos olhos e lesões na pele.

Esta doença tem um curso variável, existindo períodos em que está ativa e outros em que em que os sintomas desaparecem (períodos de remissão). O objetivo do tratamento é manter as pessoas em remissão a longo prazo.

Na maioria dos casos as manifestações têm uma gravidade reduzida e respondem bem ao tratamento. No entanto, podem surgir situações potencialmente graves e até fatais, como perfuração intestinal, hemorragia (perda de sangue) grave ou osteoporose. Pode ainda aumentar o risco do desenvolvimento de cancro do cólon, sendo que este risco é maior em indivíduos em que a doença afeta todo o cólon e com mais de 10 anos de evolução de colite.

A vigilância regular do cólon com colonoscopia está recomendada neste grupo de doentes.