As suas receitas têm agora o prazo alargado
A situação de pandemia que vivemos exigiu algumas mudanças, algumas delas positivas.

 

Para quem toma medicação regular sabe que é importante não interromper a terapêutica. A pensar nisso, e com o objetivo de evitar que os cidadãos se tenham de descolar ao Centro de Saúde só para pedir a renovação do receituário, uma das medidas adotadas pelo Governo foi a criação de um regime excecional de prescrição eletrónica de medicamentos e respetiva receita médica.

Esta medida salvaguarda a continuidade do acesso aos medicamentos com prescrição médica, especialmente pelos doentes crónicos, pois determina que receitas médicas das prescrições eletrónicas de medicamentos com validade de seis meses, cujo prazo de vigência termine após a data de entrada em vigor do Estado de Emergência (decretado a 18 de março), consideram-se automaticamente renovadas por igual período.

Há que ter em conta apenas um aspeto: medicamentos prescritos eletronicamente em receitas médicas com validade de seis meses não podem ser integralmente dispensados num único momento, devendo as farmácias dispensar apenas o número de embalagens necessário para tratamento até dois meses.

As restrições de circulação das pessoas durante este período não impedem deslocações às farmácias ou para fazer compras essenciais, mas, com a aplicação desta medida, tornam-se desnecessárias as deslocações aos centros de saúde para renovar receitas médicas, que cessem validade.