A cada pessoa, um método anticoncecional
Não há um método contracetivo ideal...

 

A escolha é feita caso a caso e determinada por fatores como o estado de saúde, a frequência da atividade sexual, o número de parceiros, o risco face à exposição a doenças sexualmente transmissíveis e o desejo de engravidar no futuro.

Hoje em dia, existem diversos métodos contracetivos, hormonais e não hormonais, com maiores taxas de sucesso do que os considerados naturais – método do calendário, método das temperaturas basais, e método do muco cervical – em que há abstinência de relações sexuais durante o período fértil da mulher.

NÃO HORMONAIS

  • Preservativo masculino – coloca-se antes da relação sexual; é o melhor método para proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis;

  • Preservativo feminino – pode ser colocado até oito horas antes da relação sexual e não deve ser usado ao mesmo tempo que o preservativo masculino. É também uma proteção eficaz contra doenças sexualmente transmissíveis;

  • Espermicidas – sob a forma de cremes, cones, espumas ou comprimidos vaginais, aplicam-se antes da relação sexual;

  • Dispositivo Intrauterino (DIU) – Inserido no útero pelo médico, pode permanecer no útero de 1 a 10 anos. Impede a nidação do ovo evitando a progressão da gravidez;

  • Diafragma: é um disco de latex que se coloca na vagina aquando da relação sexual e que impede a progressão dos espermatozoides ao longo do canal vaginal.

 

HORMONAIS – quando adotados corretamente, são os mais eficazes para evitar uma gravidez indesejada existem sob a forma de:

  • Pílula – deve ser tomada diariamente e de forma regular; existem diferentes tipos, e, numa primeira utilização é aconselhável uma consulta médica, pois nem todas as mulheres podem adotar este método;

  • Adesivo – aplica-se na pele, um por semana durante três semanas, sendo que na quarta surge a menstruação;

  • Implante subcutâneo – aplica-se no antebraço mediante uma pequena cirurgia, podendo permanecer por 3 a 5 anos;

  • Solução injetável – consiste numa injeção intramuscular de 3 em 3 meses;

  • Anel vaginal – inserido pela mulher, mantém-se na vagina por 3 semanas e deve ser retirado na quarta, altura em que surge a menstruação.

 

Nenhum método contracetivo oferece proteção total contra uma gravidez durante todo o tempo. A eficácia pode ser posta em causa por falha do próprio método, devido a um uso incorreto ou interferência com diversos medicamentos ou substâncias naturais. As situações mais comuns são o esquecimento da toma da pílula e a rutura do preservativo.

Para que a contraceção seja eficaz é importante que seja utilizada corretamente: leia as instruções relativas ao método que escolheu, esclareça as suas dúvidas com o médico ou o farmacêutico.