Como atua a Contraceção de Emergência?
Qualquer mulher, desde que sexualmente ativa, pode engravidar.

Existem alguns pontos importantes para compreender o ciclo menstrual:

  1. A fertilidade manifesta-se através do ciclo menstrual, variável de mulher para mulher e em cada mulher ao longo da vida;
  2. Cada ciclo pode variar entre cerca de 21 e 32 dias, sendo que a média é de 28 dias.
  3. Cada ciclo começa com o primeiro dia de menstruação e termina precisamente antes da menstruação seguinte;
  4. Evolui em 3 fases: a folicular (desde o primeiro dia da menstruação até à maturação do óvulo), a ovulatória (corresponde à ovulação – libertação do óvulo e ao período fértil) e a luteínica (dura até ao período menstrual seguinte);
  5. Este ciclo é interrompido se houver fecundação, após uma relação sexual.

A contraceção de emergência atua sobre a ovulação, atrasando ou, inibindo a libertação do óvulo, sobre a fertilização impedindo o espermatozoide de atingir o óvulo, ou sobre a nidação, impossibilitando a implantação do ovo na parede do útero, impedindo assim uma gravidez.

Apesar de uma eficácia elevada, a sua toma não protege contra uma gravidez resultante de relações sexuais futuras nem contra doenças sexualmente transmissíveis. Não deve repetir a toma no mesmo ciclo menstrual, nem utilizá-la como um contracetivo regular.

A pílula de emergência não é isenta de contraindicações, por isso informe-se sempre junto do farmacêutico.

Com a ajuda da Farmácia

Se teve relações sexuais desprotegidas e acha que corre o risco de engravidar, dirija-se a uma farmácia: o farmacêutico pode esclarecer as suas dúvidas sobre contraceção oral de emergência, respetiva eficácia e modo de utilização. Pode ainda aconselha-la sobre os métodos contracetivos regulares existentes e encaminha-la para uma consulta de planeamento familiar se necessário. Com a garantia de confidencialidade profissional.