Dismenorreia – Dores Menstruais
As dores menstruais são comuns entre adolescentes e mulheres em idade fértil. Podem ser apenas desconfortáveis ou esconder um problema de saúde mais grave.

 

Um termo invulgar, uma situação comum.

A maioria das mulheres pode não conhecer o termo “dismenorreia” mas conhece bem os seus sintomas: trata-se das dores abdominais que antecedem ou coincidem com o início de cada período menstrual.

Para muitas mulheres estas dores são apenas desconfortáveis e passageiras, enquanto para outras são tão intensas que interferem no seu modo de vida.

Mês após mês, manifestam-se com duração e intensidades diferentes, e podem, por vezes, ser sinal de doença.

 

Por detrás das dores

Quando originada por uma doença existente no aparelho reprodutor como endometriose (crescimento de tecido uterino fora do útero), quistos no ovário, mioma (tumor benigno do útero) ou infeções, diz-se dismenorreia secundária.

Mais comum, é a dismenorreia primária. Afeta adolescentes, mulheres jovens, nulíparas (mulheres que ainda não têm filhos), fumadoras, mulheres com ciclos menstruais irregulares ou abundantes, com depressão ou ansiedade ou com história familiar de dismenorreia.

Não se conhecem com  rigor as causas da dismenorreia primária, mas tudo indica que se deve à flutuação hormonal característica das jovens e que esteja relacionada com a libertação de prostaglandinas pelo útero, substâncias semelhantes a hormonas que provocam contrações uterinas. São essas contrações que são sentidas como dor na região inferior do abdómen.

As dores menstruais podem iniciar-se antes da menstruação, durar apenas um dia ou prolongar-se por dois a três dias, mantendo-se localizadas no abdómen ou irradiando para as costas ou para a região superior das pernas. A sua intensidade pode oscilar mês a mês.

Se a mulher usa um dispositivo intrauterino é também provável que as dores sejam mais intensas.

Além das dores pode ainda surgir: cansaço, náuseas, vómitos, tonturas, diarreia, dor de cabeça.

Se se identifica com o quadro descrito neste conteúdo, fale com o seu médico de família ou ginecologista, de forma a saber como proceder nesta situação.