6 factos a reter sobre a vacina contra o HPV
Todos os anos somam-se, em Portugal, 1 000 novos casos de mulheres com cancro do colo do útero, o segundo tumor ginecológico maligno mais comum em mulheres com menos de 50 anos.

 

A origem está, quase sempre, associada ao vírus HPV (vírus do papiloma humano, do inglês Human Papiloma Virus). Certo é que, atualmente, pode reduzir as hipóteses de uma possível infeção. Como? Através da vacinação:

  1. A vacina HPV9 previne contra 9 tipos de HPV, responsáveis por aproximadamente 90% de todos os casos de cancro do colo do útero;
  2. Não cura uma infeção já existente, mas é eficaz para prevenir novas infeções. O vírus do HPV é transmitido por via sexual e, como tal, a vacina deve ser administrada, idealmente, antes do início da atividade sexual. Desta forma, é assegurado que a jovem não foi infetada antes da administração da vacina;
  3. A vacina contra o HPV faz parte do Programa Nacional de Vacinação (PNV) em Portugal, pelo que é gratuita para todas as raparigas dos 10 até à véspera de completarem os 18 anos de idade;
  4. As raparigas fazem a 1ª dose da vacina aos 10 anos, realizando um esquema de 2 doses (0, 6 meses). Mas, se o esquema foi iniciado entre os 15 e os 18 anos, devem ser realizadas 3 doses com intervalos mínimos de 4 semanas entre a 1ª e a 2ª dose e de 3 meses entre a 2ª e a 3ª dose;
  5. Quem não está abrangido pelo PNV, pode beneficiar da vacina. Nestes casos, deve dirigir-se ao médico que avaliará a sua situação e, se assim o entender, receitar a vacina, não sendo esta, no entanto, gratuita. Nestes casos, pode adquirir a vacina na sua farmácia;
  6. No âmbito do PNV, só as raparigas são vacinadas contra o HPV. Mas, como se trata de um vírus que afeta igualmente homens e mulheres, é possível que vacinar os rapazes seja benéfico, prevenindo verrugas e cancros raros como o do pénis e do ânus. Assim, se o médico considerar adequado, poderá receitar a vacina a um rapaz. Nestes casos, a vacina é adquirida na sua farmácia.

Mas lembre-se, além da vacinação é fundamental que realize, de forma regular, as consultas de rastreio do cancro do colo do útero. Não espere pelos sinais de alarme, previna-se e defenda a sua saúde!