O que fazer quando dói a cabeça?
Quando as dores de cabeça surgem, é importante estar atento ao que as caracteriza. A frequência e intensidade com que ocorrem são bons exemplos de aspetos a vigiar.

 

Se as dores forem frequentes, poderá ser interessante manter um registo destas observações, que deverá incluir, por exemplo:

  • Data/hora de início da dor;
  • Localização;
  • Intensidade (numa escala de 1-10, por exemplo);
  • Duração;
  • Outros sinais e sintomas associados à dor de cabeça;
  • Possíveis causas/estímulos (ex: cansaço, calor, ingestão de um alimento específico);
  • Medidas e/ou medicamentos utilizados e o respetivo efeito (ex: alívio total, moderado ou nulo, por exemplo).

Este registo pode ser uma ferramenta extremamente útil, já que, muitas vezes, ajuda o médico ou farmacêutico a identificar possíveis causas da dor, um passo importante para a escolha do tratamento a seguir.

Em caso de dor de cabeça, existem alguns cuidados que podem fazer toda a diferença:

  • Beba água;
  • Descanse;
  • Tente relaxar (o stress pode contribuir para aumentar a intensidade da dor de cabeça). Uma boa forma de relaxar poderá ser fazer uma caminhada;
  • Evite saltar refeições (mesmo que tenha pouco apetite);
  • Evite esforçar muito a visão – este esforço acontece, por exemplo, quando passa muito tempo a olhar para um ecrã, como o do telemóvel.

A par destes cuidados, existem ainda medicamentos que podem ajudar a combater as dores de cabeça. Aliás, as dores de cabeça são, muitas vezes, uma das principais razões que levam as pessoas a automedicar-se. Mas é necessário ter alguma precaução, pois, embora existam medicamentos que, em muitos casos, contribuam para aliviar, efetivamente, a dor, não devem ser utilizados por sistema e sem aconselhamento de um profissional de saúde.  O seu uso excessivo e prolongado pode dar origem à chamada cefaleia por abuso medicamentoso: crê-se que surge por habituação do organismo aos medicamentos.

Deverá consultar um médico se a dor:

  • Resultar de uma queda ou lesão;
  • For muito forte e repentina;
  • Se arrastar por vários dias ou for resistente ao tratamento;
  • Se fizer acompanhar de outras manifestações, como: rigidez do pescoço, dificuldade ou perda de visão, perda de sensibilidade, dificuldade em falar, tonturas, vómitos, sensibilidade à luz/som e/ou falta de força.