Próstata: sinais e sintomas que preocupam.
Os 50 anos são, por definição, a idade em que os homens devem iniciar o rastreio do cancro da próstata.

Este rastreio deve ser antecipado em caso de antecedentes familiares ou se sentir algum dos sinais ou sintomas:

  • Necessidade de urinar com frequência;

  • Dificuldade ao urinar;

  • Dor ou ardor ao urinar;

  • Jato urinário enfraquecido;

  • Fluxo intermitente de urina;

  • Sangue na urina ou esperma;

  • Sensação de não conseguir esvaziar a bexiga;

  • Dor na região pélvica;

  • Ejaculações dolorosas;

  • Perda de peso inexplicável.

Alguns destes sintomas são comuns às três doenças mais frequentes da próstata:

  1. PROSTATITE – infeção da próstata, causada quase sempre por uma bactéria; não é contagiosa nem aumenta o risco de desenvolver cancro;
  2. HIPERTROFIA OU HIPERPLASIA BENIGNA – mais frequente a partir dos 60 anos, consiste num aumento do tamanho da próstata, que comprime a uretra e dificulta a passagem de urina;
  3. CANCRO – de evolução lenta, pode não causar sintomas na sua fase inicial. É maligno, mas existem diversas alternativas terapêuticas, cuja eficácia beneficia da deteção precoce.

O rastreio é fundamental para um diagnóstico precoce e um tratamento atempado caso sejam detetados sinais de doença. São três as técnicas:

TOQUE RETAL – é o principal responsável pelo embaraço masculino: o médico insere um dedo – protegido por uma luva e lubrificado – no reto do utente, de modo a tocar a próstata, que lhe está adjacente. O objetivo é avaliar o tamanho, a existência de nódulos e a textura da próstata;

MEDIÇÃO DE PSA – através de uma análise ao sangue, mede-se o nível de antigénio específico da próstata (PSA): normalmente apenas circula uma quantidade mínima, pelo que valores mais elevados podem ser indicadores de doença da próstata;

BIÓPSIA – consiste na colheita de tecido da próstata para deteção de eventuais lesões.

Quando detetada numa fase inicial, qualquer uma das doenças da próstata pode ser tratada com eficácia, mediante o recurso a medicamentos e, nalguns casos, a outro tipo de tratamentos. As opções disponíveis permitem resolver a maioria das situações com sucesso, permitindo ao doente retomar a sua vida normal num curto espaço de tempo.

Mas, para isso, é preciso vigiar, de forma a detetar precocemente qualquer alteração suspeita.

Assim, se é homem e tem 50 anos, não hesite: faça um exame anualmente para diagnóstico precoce do cancro da próstata.