Refluxo gastroesofágico: como gerir?
Com o tempo, o refluxo pode danificar o interior do esófago, causando uma inflamação constante - a esofagite - que, com o passar do tempo, pode complicar-se e dar origem a úlceras e lesões pré-cancerígenas.

 

Ácidos à distância!

É possível reduzir a frequência e intensidade do refluxo e até evitá-lo com simples mudanças no estilo de vida:

  • Fazer várias refeições pequenas ao longo do dia: quando o estômago está demasiado cheio, a digestão é mais demorada e aumenta a pressão interna fazendo o conteúdo do estômago subir;
  • Controlar o peso: os quilos a mais podem aumentar a pressão sobre a barriga, fazendo com que o ácido do estomâgo suba mais facilmente para o esófago;
  • Evitar alimentos que podem desencadear ou aumentar os sintomas de refluxo: chocolate, hortelã, cebola, alho, gorduras, picante, citrinos, tomate;
  • Não dormir como estômago cheio: a última refeição deve ser 2 a 3 horas antes de se deitar para dar tempo à digestão;
  • Elevar a cabeceira da cama: dormir com a cabeça mais alta previne a subida dos ácidos do estômago;
  • Não fumar: o tabaco interfere com o funcionamento da válvula entre o esófago e o estômago;
  • Evitar bebidas alcoólicas: o álcool atrasa o esvaziamento do estômago.

Nas situações mais ligeiras e ocasionais o tratamento pode passar pela toma de medicamentos que neutralizam o ácido do estômago: são os chamados antiácidos. Não devem, no entanto, ser tomados em excesso, ou por tempo prolongado, consulte o seu médico ou farmacêutico se a situação persistir. Se estiver na presença de uma situação crónica o médico pode considerar que deve tomar medicamentos sujeitos a receita médica para tratar este problema.

Há, ainda, medicamentos que podem causar ou agravar o refluxo gastroesofágico: aconselhe-se como seu farmacêutico ou com o seu médico.