Antibióticos (com bom senso) nas crianças
Dados os riscos associados a um uso incorreto dos antibióticos, para a saúde da criança e para a saúde de todos nós, há que respeitar algumas regras fundamentais.

 

Saiba o que deve e o que não deve fazer:

-Não pressione o médico para lhe receitar antibióticos nem o farmacêutico para os dispensar sem receita: é que os antibióticos são medicamentos sujeitos a receita médica precisamente por razões de segurança e eficácia;

-Tome apenas os antibióticos prescritos para cada situação: não guarde sobras da última vez (aliás, não é suposto existirem sobras pois a dimensão da embalagem é habitualmente adequada a um tratamento completo, quando se cumprem escrupulosamente as instruções do médico) e não dê à criança antibióticos receitados para outra pessoa;

-Cumpra a posologia, não alterando as doses nem os intervalos entre tomas;

-Faça o tratamento até ao fim, durante todo o período indicado pelo médico: não deixe de dar o antibiótico mesmo que a criança se sinta melhor – corre o risco de a infeção se agravar;

-Respeite o modo de preparação: a suspensão oral deve ser preparada na altura em que vai ser consumida – se tiver mais de uma embalagem, prepare apenas a primeira, conservando a segunda conforme indicação do folheto ou do seu farmacêutico. Em caso de dúvida, peça ao seu farmacêutico para lhe preparar a suspensão;

-A escola e demais cuidadores da criança devem ser informados sobre a infeção e o tratamento em curso.

 

Respeitar estas regras é essencial para prevenir a resistência bacteriana e para assegurar que os antibióticos cumprem a sua função: o combate eficaz à infeção causada por bactérias.