Banhos de carinho ao bebé
Este é o grande momento da higiene, mas as suas vantagens extravasam este domínio, estendendo-se ao de uma intimidade simples entre pais e filhos.

 

É no banho que o cuidado da pele mais se evidencia. Não há bebé que não goste do banho. O contacto com a água morna (37º) é sentido como um regresso ao ambiente líquido dos nove meses de gestação. Há um conforto em tudo semelhante ao vivido no útero materno. Tudo contribui: a água, os sons, as sensações, a temperatura, o humor dos pais, o espaço amplo – elementos que proporcionam prazer e plenitude.

Muito desse prazer advém também do contacto pele com pele, em cada gesto de suavidade com que a higiene se concretiza. Mas para que isso aconteça é preciso que estejam preenchidos alguns requisitos.

Desde logo, os seguintes elementos devem estar acessíveis, de modo a que não haja necessidade de o adulto se afastar (o risco de afogamento, mesmo com pouca quantidade de água, é real):

– a banheira (que tanto pode ser autónoma como encaixar na dos adultos)

– os produtos de limpeza (sempre com pH neutro)

– os acessórios (esponja suave, compressas, toalha).

Não há um limite definido de tempo para o banho do bebé, embora não sejam recomendados mais de 15 – 20 minutos. O importante é que ele não arrefeça. Também por isso, deve lavar-se primeiro a cabeça e secá-la, uma vez que é a zona do corpo que perde mais calor rapidamente, depois o corpo e membros e por fim a área genital, uma vez que é a zona mais “suja” do bebé; limpar o bebé, sem esfregar, tendo especial atenção às pregas e às regiões interdigitais.

Este é o grande momento da higiene, mas as suas vantagens extravasam este domínio, estendendo-se ao de uma intimidade simples entre pais e filhos.