Complicações na gravidez
Durante a gravidez muitas mulheres sofrem de problemas de saúde ligeiros. Ocasionalmente, surgem complicações mais graves.

 

É importante comunicar imediatamente ao médico todos os sinais e sintomas fora do normal. Alguns dos exemplos mais comuns são:

Anemia: é comum ocorrer nalgum momento da gravidez, mas, nos casos ligeiros, é facilmente revertida., Em alguns casos, como por exemplo quando é provocada por anomalias hereditárias de hemoglobina, pode ameaçar a saúde da mãe e do bebé.

Sintomas: fadiga, perda de energia, palidez, vertigens, desmaios e falta de ar.

Recomendações:

  • aumento da ingestão de alimentos ricos em ferro;
  • ingestão de alimentos ricos em vitamina C, para aumentar a absorção do ferro;
  • o médico pode prescrever o suplemento de ferro (120 mg/dia) até que a hemoglobina atinja o nível normal.

 

Diabetes Gestacional (DG): é um tipo de diabetes que só ocorre na gravidez, em que o organismo apresenta uma resistência aumentada à insulina com consequente hiperglicemia. Tem consequências a curto e a longo prazo, nomeadamente o aumento do risco de desenvolvimento futuro de diabetes, tanto para a mãe como para o bebé, bem como o aumento excessivo de peso do recém-nascido. Neste caso, o parto deve ocorrer entre as 38 e 39 semanas, não ultrapassando as 40, por aumento de risco de morte fetal in útero.

Fatores de risco para desenvolver DG:

  • IMC maior ou igual a 30 Kg/m2;
  • antecedentes de macrossomia fetal (peso ≥ 4 Kg);
  • DG em gravidez anterior;
  • antecedentes familiares de diabetes em 1º grau;
  • doenças médicas como síndrome do ovário poliquístico, hipertensão crónica, toma simultânea de glicocorticóides.

Sintomas: geralmente assintomática

Recomendações:

  • monitorizar a glicemia;
  • controlar peso e IMC;
  • seguir uma alimentação saudável e isenta de açúcares refinados;
  • praticar atividade física adequada ao seu estado;
  • pode ser necessário recorrer a tratamento com insulina ou alguns antidiabéticos orais – mas apenas com indicação médica

 

Pré-eclampsia (PE): doença hipertensiva que só ocorre na gravidez e no pós-parto e é caracterizada pela subida da pressão arterial e proteinúria (proteínas na urina), associada ou não a edema patológico. Afeta 8 a 10% das gravidezes e destas, 85% são gravidezes de primeira vez. Muitas mulheres com pré-eclampsia não apresentam sintomas e só percebem que têm este problema, quando a pressão arterial se apresenta elevada. O parto constitui a única “cura”.

 

Fatores de risco para a PE:

  • mães com mais de 40 anos;
  • mães adolescentes;
  • mães com diabetes;
  • história de hipertensão ou doenças renais ou reumatológicas;
  • nuliparidade (1º filho);
  • gravidez de gémeos;
  • raça negra: pois é uma situação mais frequente em grávidas de raça negra;
  • história familiar de PE na mãe ou irmãs.