Para uma gravidez saudável – Plano de consultas
Os cuidados pré-natais, graças aos modernos métodos de diagnóstico, permitem vigiar, passo a passo, a evolução do feto e monitorizar a saúde da mãe ao logo de toda a gravidez.

 

O plano das consultas a realizar durante a gravidez deve ser adaptado às necessidades individuais e a fatores de risco associados a cada mulher. Mas, de um modo geral, e de acordo com o Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco da DGS, recomenda-se que a grávida:

  • realize a 1ª consulta, o mais precocemente possível e até às 12 semanas de gravidez.

Nesta primeira consulta, o médico pode solicitar análises ao sangue e urina para avaliar o estado de saúde da futura mamã e rastrear infeções que possam afetar o feto. Estas análises são repetidas ao longo da gravidez.

Todos os dados clínicos, observações e avaliações obtidos nas consultas devem ser registados no Boletim de Saúde da Grávida (BSG) – recebido na primeira consulta.

  • realize as consultas de vigilância pré-natal, após a 1ª consulta:
  • a cada 4 a 6 semanas até às 30 semanas;
  • a cada 2 a 3 semanas entre as 30 e as 36 semanas;
  • a cada 1 a 2 semanas após as 36 semanas até ao parto.

Nestas consultas é efetuado um conjunto de procedimentos de rotina, que incluem a medição da pressão arterial e do peso, verificação da altura do útero, da posição e tamanho do bebé e a auscultação dos batimentos cardíacos fetais.

Todas as grávidas, entre as 36 e as 40 semanas, devem ter acesso também a uma consulta no hospital onde se prevê que venha a ocorrer o parto.

Sinais de alerta

Contudo, nenhuma gravidez está isenta de riscos, por isso, a grávida deve estar atenta a determinados sinais e sintomas que podem indicar um possível problema, nomeadamente:

  • Hemorragia vaginal;
  • Perda de líquido pela vagina;
  • Corrimento vaginal com comichão, ardor ou cheiro não habitual;
  • Dor/ardor ao urinar;
  • Dores abdominais;
  • Diminuição ou ausência dos movimentos do feto;
  • Febre ou arrepios;
  • Vómitos repetidos ou intensos;
  • Hipertensão (pressão arterial elevada) ≥ 140/90 mmHg;
  • Perturbações da visão, principalmente quando associadas a pressão arterial elevada ou dor de cabeça intensa;
  • Dores de cabeça fortes ou contínuas.

A gravidez não é igual para todas as mulheres: algumas vivem-na sem sobressaltos, outras sofrem alguns percalços. Felizmente, a medicina já dá resposta a muitos destes contratempos, permitindo cada vez mais gravidezes e nascimentos saudáveis.