É sabido que o sal (cloreto de sódio) é importante na nossa alimentação. Além de servir para temperar a comida e conservar os alimentos, é essencial para o bom funcionamento do nosso organismo. O problema com este nutriente surge quando se abusa dele. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo máximo diário de sal recomendado é de cinco gramas por adulto. Os portugueses fazem tábua rasa deste aviso e consomem, por vezes, quase o dobro da quantidade.
E, no nosso país, o pão é um dos grandes fornecedores de sal, devido à quantidade que contém e à frequência com que o consumimos. Embora a quantidade de sal no pão em Portugal tenha diminuído nos últimos anos, continua elevada quando comparada com o resto da Europa. E se ao pão juntarmos queijo ou fiambre e manteiga, os valores sobem consideravelmente. Mas também os enchidos, alguns aperitivos, as sopas instantâneas e as refeições pré-preparadas, a título de exemplo, são fontes generosas deste nutriente.
Na União Europeia, Portugal destaca-se como um dos países onde a doença vascular cerebral causa mais mortes, patologia esta que, entre outros fatores, está associada ao consumo excessivo de sal.
Dicas para reduzir o consumo de sal:
- Ponha o saleiro fora de seu alcance durante as refeições. Desta forma reduz a tentação de pôr mais uma “pitada” de sal na comida.
- Dê mais sabor aos seus pratos substituindo o sal por marinadas, vinagres balsâmicos, ervas e temperos aromáticos
- Atenção aos rótulos: o sal pode vir disfarçado de sódio, cloreto de sódio, glutamato monossódico ou bicarbonato de sódio.
- Cuidado com os condimentos comerciais como mostarda, ketchup, molhos prontos para saladas e outros.
- Evite consumir alimentos como batatas fritas de pacote, aperitivos, sopas instantâneas, produtos enlatados e de salsicharia ou charcutaria.
