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Revista Saúda N.3

18 Saúde /// Utente Saúda Use e abuse do seu farmacêutico Há serviços fulcrais para quem tem hipertensão ou problemas cardiovasculares e programas disponíveis para doentes com diabetes, hipertensão ou asma. Mário Beja Santos Técnico de Defesa do Consumidor E há o precioso aconselhamento farmacêutico, um dos pilares da literacia em saúde e da automedicação responsável. Devemos apresentar ao farmacêutico, com rigor, os nossos sintomas e queixas, as situações clínicas específicas e os estados particulares, como a gravidez ou a amamentação. Temos de o informar de reacções adversas sentidas no passado. Ao farmacêutico compete escutar activamente o doente. Devemos sempre sair da farmácia com o conhecimento completo do medicamento que adquirimos: para que serve, que melhoras devemos esperar e ao fim de quanto tempo, qual a duração do tratamento, as eventuais reacções adversas, que alimentos e outros medicamentos evitar e os cuidados a ter com a toma. Ganhamos todos com o uso e abuso do aconselhamento farmacêutico. Quando o leitor entrar na sua farmácia lembre-se de que está num serviço de saúde, para si e para a saúde pública. Desde logo, as farmácias prestam serviços fulcrais para quem tem hipertensão ou problemas cardiovasculares: determinações contra glicemia, pressão arterial, colesterol e triglicerídeos. Centenas de farmácias têm-se envolvido em programas de cuidados farmacêuticos para doentes com diabetes, hipertensão ou asma, com vista a melhorar os resultados dos tratamentos e a prevenir complicações graves. As farmácias recolhem ainda radiografias antigas e resíduos de embalagens de medicamentos. Trocam seringas e administram metadona e outras substâncias para o tratamento de toxicodependentes. Protagonizam campanhas de saúde pública, como de prevenção das doenças cardiovasculares, controlo da asma e cessação tabágica. Entregam brochuras informativas, com o objectivo de complementar e reforçar a informação verbal prestada pelo farmacêutico. Distribuem gratuitamente revistas de saúde, desde os anos 90. E qualquer um de nós pode vacinar-se contra a gripe, na farmácia. Devemos sempre sair da farmácia com o conhecimento completo do medicamento que adquirimos DIREITOS RESERVADOS


Revista Saúda N.3
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