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Revista Saúda N.4

Capa 13 «É impossível cozinhar tudo de forma igual todos os dias… Se aceitar as flutuações dos alimentos ao longo do ano, tenho muito mais possibilidades» Um dos sonhos do cozinheiro é reapresentar aos clientes do seu novo restaurante produtos alimentares há muito desaparecidos do dia-a-dia, numa atitude que define como «acto de coragem em explorar territórios desconhecidos». «E há muito por explorar em Portugal. Há uma variedade incrível de produtos que não se encontra nos mercados. E há também toda uma recolha para fazer de espécies autóctones». «Não só de espécies», apressa-se a esclarecer, «mas de todas as variedades de uma espécie numa determinada região». Com esta visão, espera revolucionar a forma como olhamos para o que temos e que podemos saborear no prato. O objectivo: que quem prove diga apenas «Isto é mesmo bom». nos lagos salgados que o vaivém do mar formou nas rochas da Praia Azul. Terminada a partilha, gira sobre si próprio e perscruta a água, com olhos atentos. «Aqui encontrava sempre florestas de algas extraordinárias». Volta a encontrá-las. Verdes, vermelhas sangue de boi. Logo outro ouriço lhe chama a atenção. Deita-se sobre uma rocha para o apanhar. Mostra como gira sobre si mesmo, com os espinhos púrpura iluminados pelo Sol já alto. Que mais esperar? Boa disposição. No seu restaurante não faltará o riso, a sua terapia por excelência. Afinal, «quanto mais feliz se é, melhor se cozinha». • "Isto é mesmo bom" é precisamente o pensamento que nos ocorre ao provar uma das línguas do ouriço que Leonardo acaba de apanhar,


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