8 Capa Nessa identidade, a natureza, em toda a diversidade que pode oferecer, assume o papel principal. Não apenas pelos recursos que são depois aprimorados na sua cozinha, nas suas diferentes fases – lá iremos, mas também pela inspiração que alimenta. «Para mim, criar um prato é um processo essencialmente intuitivo», diz. «E a intuição vem muito de estar inserido num meio. É essa envolvência que acaba por despertar a criatividade». Foi para despertar criatividade e sentidos que o Chef de 31 anos, cumpridos em Janeiro, saiu do país, aos 19, multiplicando as experiências em cozinhas internacionais. Um ano após terminar o curso profissional de cozinha e duas experiências em restaurantes do Norte, desembarcava em Dublin para aprender as técnicas da cozinha clássica, às mãos do Chef Dylan MacGrath. «Foi essencial na minha formação. Acho que toda a gente devia passar pela cozinha clássica. Há muitos ingredientes, muita complexidade, mas é como a música clássica: tens de entender os tempos, os ritmos». Seguiram-se vários estágios pela Europa. Dinamarca, Suécia, Espanha. Aos 24 anos, voltava a bater à porta do restaurante com que mais se identificara, o Noma. «Fascinou-me. A forma de cozinhar, de receber os alimentos dos produtores locais, a recolha de produtos silvestres, tudo tinha muito a ver com aquilo que tinha sonhado quando estava na Irlanda». Com o Chef René Redzepi aprendeu muito mais: «Sobretudo, a pensar». > «Toda a gente devia passar pela cozinha clássica. Há muitos ingredientes, muita complexidade, mas é como a música clássica: tens de entender os tempos, os ritmos»
Revista Saúda N.4
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