36 Equilíbrio /// Mães, pais e filhos Se fossem meus filhos… Estratégias de sobrevivência para pais de vários filhos com idades aproximadas. Rute dos Santos Farmacêutica Quando comecei a elaborar a ideia de ser mãe, lembro-me de pensar que os meus filhos nunca fariam birras e fitas, nem teriam comportamentos desadequados. Para mim era óbvio que a educação vem do berço e, portanto, comigo seria diferente! Mas depois vieram os gémeos… Começou, então, a verdadeira saga da educação das crianças. “Se fosse fácil não tinha graça”, diz o adágio popular. Ao que eu respondo: e qual é o defeito de ser fácil? Não, não é fácil, mas as estratégias vão-se aprendendo. Muitas vezes recorro aos ombros das amigas, mães lá do colégio, para me fazerem sentir menos mal e, sobretudo, para interiorizar que todos os miúdos têm dias difíceis, semanas tramadas e fases de fugir. Cá por casa vai-se sobrevivendo. Percebemos, sobretudo depois do terceiro filho, que há períodos mais complexos e tentamos reduzir ao mínimo as imprevisibilidades. Por exemplo, as refeições, especialmente o pequeno-almoço. Se é preciso sair a horas, porque os mais velhos já estão no 2.º ano, então a roupa fica pronta na véspera (e colocada na ordem de vestir), as mochilas, batas e casacos ficam à porta para não haver hipótese de esquecimentos e, é claro, a mesa do pequeno-almoço pronta (sem os refrigerados, claro!!). Percebemos, sobretudo depois do terceiro filho, que há períodos mais complexos e tentamos reduzir ao mínimo as imprevisibilidades As férias também são uma fase de pouco descanso, e depois de umas experiências falhadas em hotéis mais finos, percebemos que os espaços para famílias são os melhores. Afinal, nesses espaços todos os miúdos falam alto e deixam cair comida para o chão… Claro que as viagens de carro são uma aventura, especialmente quando o trajecto não acaba no fim da rua. Assim, levamos sempre comida, água e a previsão de parar muitas vezes, assim como umas roupas extra, porque às vezes os enjoos vêm na viagem, mesmo sem serem convidados. Sinto-me culpada a maior parte dos dias pela falta de tempo e, nos piores dias, sei que a paciência acaba e os gritos vêm com facilidade, mas, lá está, “se fosse fácil não tinha graça”. • HORÁCIO RODRIGUES
Revista Saúda N.5
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