A infeção por HPV é uma das infeções mais frequentes a nível mundial. Grande parte das infeções é assintomática, autolimitada, mas com elevada taxa de transmissibilidade. Saiba mais!
A infeção por HPV (Human Papillomavirus, em português Vírus do Papiloma Humano) é uma das infeções sexualmente transmissíveis mais frequentes no mundo, afetando homens e mulheres de forma igual e de todas as idades. Causada por um grupo de vírus que ataca a pele e as mucosas – como as que revestem a boca, a região genital e o ânus –, esta infeção pode originar desde lesões benignas, como verrugas genitais, até quadros mais graves, como o cancro do colo do útero.
A principal via de transmissão do HPV é a sexual, estimando-se que a maioria das pessoas sexualmente ativas venha a ter pelo menos uma infeção por HPV ao longo da vida. Apesar da elevada frequência, há medidas eficazes para prevenir e controlar a infeção. Para tal, é fundamental conhecer os seguintes aspetos:
As infeções genitais por HPV são altamente contagiosas e podem ser transmitidas por:
Embora o preservativo não ofereça proteção total contra o HPV, por não cobrir toda a região genital, reduz significativamente o risco de transmissão e continua a ser o único método contracetivo eficaz contra outras doenças sexualmente transmissíveis, devendo ser sempre utilizado.
- Não existe um tratamento específico para eliminar o HPV, mas há opções terapêuticas para tratar as lesões que o vírus pode causar, como verrugas genitais ou lesões pré-cancerígenas. Estes tratamentos podem incluir a aplicação de cremes ou loções, ou procedimentos, como a crioterapia e o laser.
- A vacinação é fundamental para prevenir o cancro do colo do útero. Em Portugal, a vacina contra o HPV faz parte do Programa Nacional de Vacinação (PNV) e é administrada gratuitamente aos 10 anos de idade, em duas doses. Em 2026, o PNV foi alargado, permitindo também a vacinação gratuita de homens e mulheres até aos 26 anos em situações específicas. Esta vacina oferece uma elevada proteção (cerca de 90%) contra os tipos de HPV mais frequentemente associados ao desenvolvimento deste cancro.
As infeções por HPV podem ser silenciosas, ou seja, não apresentar sintomas visíveis. Por este motivo, a vigilância regular é fundamental, especialmente para as mulheres. Assim, recomenda-se que todas as mulheres consultem um médico ginecologista para a realização de exames ginecológicos e, quando indicado, de um teste citológico de rotina, como a colpocitologia (Papanicolau), essencial para o rastreio precoce do cancro do colo do útero.
A prevenção do HPV começa com a informação e o acompanhamento regular por profissionais de saúde. Se tem dúvidas sobre a vacina ou sobre quais os cuidados a ter para prevenir a infeção, dirija-se à sua Farmácia Portuguesa, onde poderá receber aconselhamento adequado sobre a vacinação, rastreio e prevenção da infeção por HPV.
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