Cabelos por um fio
É sabido que os cabelos caem: basta olhar para o pente ou para a escova, depois de se pentear, para concluir que, todos os dias, novos fios ficam presos.

 

Assim acontece a cada pessoa, com uma média de 50 a 100 cabelos por dia, e é perfeitamente natural – faz parte do ciclo de vida do cabelo. Este ciclo faz com que, ao longo de toda a vida, tenha, no seu couro cabeludo, ao mesmo tempo, cabelos em crescimento, outros numa fase de repouso e outros em queda.

A queda de cabelo, se excessiva ou prolongada, pode ser sinónimo de desequilíbrio no ciclo normal de crescimento do cabelo. Nesse caso, fala-se em queda de cabelo patológica, ou alopecia.

Existem vários tipos de alopecia, todos com apresentações distintas e a maioria sem uma causa completamente compreendida. A mais frequente é a alopecia determinada geneticamente (hereditária) – alopecia androgenética, que afeta cerca de 80 milhões de pessoas em todo o mundo. Este tipo de alopecia incide, sobretudo, na parte de cima do couro cabeludo, excluindo, frequentemente, as áreas de lado e a parte de trás da cabeça.

A par da genética, existem outros fatores que podem contribuir para a queda de cabelo:

  • Stress: a queda de cabelo relacionada com stress ou cansaço, por norma, é temporária, podendo ocorrer nos meses que se seguem a um evento emocionalmente mais exigente;
  • Variações hormonais: sobretudo no caso das mulheres, na sequência, por exemplo, da gravidez ou do parto;
  • A toma de determinados medicamentos (como alguns medicamentos para a hipertensão) e/ou a interrupção de outros (por exemplo, da pílula contracetiva);
  • A presença de certas doenças, tais como: infeções no couro cabeludo e afeções ao nível da tiroide;
  • Certos penteados: utensílios que apertem demasiado o cabelo podem causar alopecia por tração.

Apesar de ser praticamente impossível contar o número certo de cabelos que se vai perdendo, se lhe parecer que estão a cair em demasia, saiba que a ajuda certa pode contribuir para mudar essa realidade – a queda de cabelo, em muitos casos, é possível de gerir por meio de determinados cuidados diários, recorrendo a determinados medicamentos e, ainda, cirurgicamente. Para mais esclarecimentos sobre estas soluções, não hesite em aconselhar-se com um profissional de saúde, como o seu médico ou farmacêutico.