Herpes labial – Prevenir e tratar
O herpes labial é uma realidade conhecida, seja afetar a própria pessoa, seja por familiares e/ou amigos que, de vez em quando, aparecem com pequeninas bolhas nos lábios, tão características da doença.

 

É uma infeção contagiosa e crónica, causada por um vírus (herpes simplex), que se calcula que afete mais de metade da população mundial.

O herpes é caracterizado, maioritariamente, por períodos de latência (em que o vírus está “adormecido” e não existe lesão visível), mas também por episódios ativos, em que podem surgir, a par das referidas bolhas (e, por norma, antes das mesmas), manifestações como:

  • Formigueiro;
  • Comichão;
  • Ardor.

De modo a diminuir a probabilidade de contágio, recomenda-se, principalmente durante os períodos em que há manifestações da doença, que:

  1. Evite o contacto com crianças e pessoas como sistema imunitário enfraquecido;
  2. Evite contacto íntimo (exemplo: beijos) com outras pessoas;
  3. Não partilhe objetos de uso pessoal (como, por exemplo, toalhas, lâminas de barbear e batons), nem copos/talheres e alimentos de um modo geral (sólidos e/ou líquidos);
  4. Evite tocar nas lesões – se o fizer, lave as mãos de seguida;
  5. Lave as mãos, várias vezes ao longo do dia.

Cerca de duas semanas após o seu aparecimento, as lesões tendem a secar por si, dando origem a crostas, que, por norma, não deixam marcas na pele. Durante este período, existem alguns cuidados que podem fazer a diferença:

  1. Aplique regularmente um cuidado hidratante nos lábios, para evitar que fiquem secos;
  2. Experimente colocar um pano húmido e fresco sobre os lábios – esta medida poderá ajudar a reduzir a vermelhidão;
  3. Lembre-se que existem, na sua farmácia, várias soluções (sob a forma de penso ou adesivo, por exemplo) para o herpes, como:
  • Medicamentos que ajudam a aliviar os sintomas e a acelerar a cicatrização das lesões;
  • Outros cuidados que ajudam a proteger a pele durante a recuperação.

A farmácia é um espaço onde encontra profissionais que o podem orientar sobre as alternativas de tratamento disponíveis e sobre o modo mais correto de as utilizar, reencaminhando-o para o médico, se necessário. Este reencaminhamento poderá ter lugar, por exemplo, se as manifestações de herpes:

  • Causarem muito desconforto;
  • Se prolongarem por mais do que duas semanas;
  • Forem recorrentes;
  • Se fizerem acompanhar de irritação ao nível dos olhos.