Disturbios de sono: reaprender a dormir bem
A insónia pode acontecer a qualquer pessoa, mas, com o passar dos anos, a nossa capacidade de dormir de forma contínua tende a diminuir.

 

Tanto é normal que durma sete horas, como, noutros dias, pode ser normal e frequente acordar durante a noite. Porque é que isto acontece? São várias as causas:

✓ Vida menos ativa –  gasta-se menos energia;
✓ Sestas longas – dormir à tarde dificulta o sono da noite;
✓ Consumo de bebidas alcoólicas, café e tabaco – são substâncias estimulantes;
✓ Condições como depressão e ansiedade, Alzheimer ou Parkinson, asma ou incontinência urinária;
✓ Alguns medicamentos podem afetar a qualidade do sono (pergunte ao seu farmacêutico).
Causas à parte, a verdade é que não dormir o suficiente prejudica o dia-a-dia e a qualidade de vida. Diminui a concentração, a atenção e a memória, aumenta a sonolência durante o dia, torna os movimentos mais lentos e menos firmes – tudo isto pode causar problemas de equilíbrio e aumentar o risco de quedas e outros acidentes. Além disso, quem dorme mal tem maior tendência a sentir-se ansioso e deprimido.

Rotinas para uma boa noite de sono

  • Mantenha um horário certo para se deitar e levantar, tendo em atenção o número de horas de sono adequadas, nem mais nem menos do que o necessário;
  • Evite sestas superiores a 30 minutos durante o dia;
  • Vá para a cama só quando tiver sono;
  • Durma num local calmo e confortável;
  • Evite o uso prolongado de aparelhos eletrónicos (como a televisão e o telefone…) antes da hora de dormir. Desta forma está a reduzir a exposição à luz emitida por estes, que é prejudicial a uma boa noite de sono;
  • Faça uma refeição leve à noite e evite bebidas com cafeína (chá, café…);
  • Deixe de fumar;
  • Evite beber demasiados líquidos à noite, para prevenir as idas à casa de banho durante a noite;
  • Se não conseguir adormecer, procure levantar-se, dedicar-se a uma atividade calma, como ler, e voltar ao quarto quando sentir sono.

No caso das pessoas com mais idade é, por vezes, essencial o apoio por parte de um familiar ou cuidador para que sejam cumpridores destes cuidados – esteja atento.

Se, mesmo com estes gestos, sentir que não consegue ter qualidade de sono e que o está a afetar no dia-a-dia, consulte o médico.