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A incontinência urinária é uma doença que afeta muitas mulheres, em diversas faixas etárias, e tem um impacto significativo na qualidade de vida. Estudos indicam que cerca de 30% a 40% das mulheres sofrem de algum grau de incontinência urinária, ao longo da vida. Em Portugal, estima-se que uma em cada quatro, entre os 40 e os 60 anos, apresente este problema, com uma prevalência crescente à medida que a idade avança.
A incontinência urinária pode ser ligeira ou grave e ter várias causas, sendo fundamental um diagnóstico preciso para definir o tratamento adequado.
O mais comum entre as mulheres é a incontinência urinária de esforço. Caracteriza-se pela perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tosse, espirros, riso, exercício físico ou levantamento de pesos. A principal causa é o enfraquecimento dos músculos do pavimento pélvico e do esfíncter urinário.
Existem outros tipos muito frequentes, como a incontinência urinária de urgência, que pode afetar tanto mulheres jovens, como mais velhas. Provoca uma necessidade urgente de urinar, acompanhada de perda involuntária de urina, e está frequentemente associada a distúrbios como a bexiga hiperativa, que provoca contrações involuntárias do órgão.
A incontinência mista é uma combinação dos dois tipos anteriores. Ou seja, a mulher tem episódios de perda urinária por esforço e urgência.
Menos frequente é a incontinência por overflow, que ocorre quando a bexiga não consegue esvaziar totalmente, resultando em perda de urina constante e em pequena quantidade. Pode ser causada por obstrução do trato urinário ou disfunção dos músculos da bexiga.
Há, ainda, a incontinência funcional, resultante de fatores externos, como limitações físicas ou cognitivas.
Começa com uma consulta médica detalhada, na qual são avaliados os sintomas, antecedentes e comportamentos de micção. O médico pode solicitar o registo do número e volume das micções, dos episódios de incontinência e da ingestão de líquidos, ao longo de 3 dias, para ajudar a identificar padrões.
É também feito um exame físico, para avaliar o pavimento pélvico e sinais de outras condições que possam contribuir para a incontinência.
Podem, ainda, ser solicitados exames laboratoriais, para descartar infeções do trato urinário, diabetes e outras doenças, e exames de imagem, como a ecografia, para despistar alterações anatómicas do aparelho urinário. Já o exame urodinâmico é utilizado para avaliar a função da bexiga e a pressão nas diferentes partes do trato urinário, ajudando a diagnosticar o tipo específico de incontinência.
O tratamento da incontinência urinária feminina depende do tipo, da gravidade, dos sintomas e das condições individuais da doente. As opções terapêuticas podem ser médicas ou cirúrgicas, devendo ser selecionadas caso a caso, após uma avaliação cuidada com o seu urologista.
A incontinência urinária é uma condição tratável, e as mulheres que enfrentam este problema não devem hesitar em procurar ajuda especializada. O diagnóstico adequado e o tratamento apropriado podem melhorar significativamente a qualidade de vida e a saúde física e emocional das doentes.
Artigo pelo Dr. Diogo Gil Sousa - Urologista no Instituto CUF Porto e na Clínica CUF S. João da Madeira